domingo, 2 de abril de 2017

Saudade só é bonita na literatura

A saudade só é bonita na literatura. Na vida real, não é algo tão bonito assim. É doloroso. Dói, mas dói profundamente. São quase duas da manhã e estou aqui, em frente ao meu velho computador, ouvindo músicas bregas, vendo nossas fotos e quase morrendo de saudades. É, a saudade é uma pseudo assassina, por que ela não nos mata de uma vez, ao invés disso, vai nos torturando aos poucos, aproveitando-se das lembranças dos nossos bons momentos. A saudade tira o sono, a paz... faz tímidas lágrimas rolarem pelo rosto, até que se transformem em cachoeira. Tenho a sensação de que me afogarei nas minhas próprias lágrimas. A saudade me faz ter medo de não te ter mais. O que farei sem você? O que eu queria mesmo era estar com você, aqui, agora, para sempre. Mas tudo o que tenho, é a saudade, que me acompanha nessa noite fria, tira meu sono e não me deixa...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Perdeu



A moça já não suportava tanta espera. A viagem do seu namorado parecia interminável. Um dia ele apareceu na sala da casa. Ai já era tarde. Tinha outro em seu lugar.

domingo, 9 de novembro de 2014

Você não pode (ou não quer) me dar

Já não quero mais você. Já não te quero mais. Por tudo o que desejo para minha vida, você não serve, não se encaixa. E não por que eu não queira, mas por que você não quer. Sabe, o que eu quero você não pode (ou não quer) me dar. E ai vai a lista, que é gigante, mas tentarei resumi-la apresentando-lhe apenas o que tomo por prioridade.

Em primeiro lugar, quero viver as delícias e dores de um relacionamento sério, sim, sério, mas não para mudar o status do facebook, mas para mudar a vida em alguma medida . Com aquelas coisas mais bregas e mais piegas que o caracterizam, sabe? Uma saída na tarde de domingo para tomar um sorvete, passeando de mãos dadas, é claro. Ou, então, passar a tarde de um outro domingo chuvoso ou um sábado à noite qualquer, vendo um filme como desculpa só para ficar e dormir agarradinhos. Aquelas ligações no fim da tarde, só para saber como foi ou dia, ou ainda ligações no meio do dia, só para surpreender.

E quanto ao sexo, ah! sexo tem que ser com amor. Não que eu não goste de sexo com você, é sempre muito bom, verdade, mas o que quero mesmo é olhar no fundo dos olhos enquanto amo e sou amada (RECIPROCIDADE), sentir o carinho, o toque das mãos percorrendo pelo corpo, tudo isso regado a longos beijos apaixonados, e isso não significa que não haja espaço para uma pegada mais forte, logicamente ela faz parte e está incluída, entende?  Não, você não entende. Se entendesse, eu não teria que estar aqui, escrevendo esse texto para lhe explicar. Já não dá para ficar por ficar, transar por transar. Quero alguém que fique mais um pouco, e que não saia desesperado como se o mundo estivesse acabando ou estivéssemos diante de uma tragédia iminente, o apocalipse, ou  sei lá o que. Não dá. Quero conversar um pouco depois do amor sexo, transa, seja lá como se defina, quero descansar ao seu lado, essas coisas que casais normais fazem, sabe? Quero até brigas, para poder ter aquela reconciliação, se é que você me entende...

 Sabe, como diz a canção, eu só quero um amor que acabe o meu sofrer (ACABE). Um namoradinho, um carinho gostoso, um xodó. Alguém que se preocupe comigo e com quem eu também possa me preocupar (RECIPROCIDADE). E isso você não pode (ou não quer) me dar.

domingo, 14 de setembro de 2014

Só porque eu era menina

Por Dani Moreira


Éramos cinco crianças em uma casa.

Quatro meninos e eu, a única menina.

Era a princesinha da casa, mas não gostava nada disso.

Queria brincar lá fora, mas ninguém deixava

Só porque eu era menina.

Queria correr na rua, jogar bola, empinar “arraia”

Com os meninos, mas ninguém deixava

Só porque eu era menina.

Às vezes minha prima vinha, aí me deixavam brincar,

Mas só porque ela era menina.

E foi ai que comecei a ler.

Só porque eu era menina e não me deixavam brincar

Com os meninos,

Meu pai me trazia revistinhas em quadrinhos,

Aquelas da turma da Mônica.

Pelo menos ser a única menina no meio de quatro meninos,

Me permitiu gostar de ler...

... Mas só porque eu era a única menina.

sábado, 30 de agosto de 2014

Reflexão...

"Deleita-te também no Senhor, e Ele te concederá o que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará." (Salmos 37:4-5)

Há momentos em nossa vida que as coisas acontecem exatamente ao contrário do que desejamos. Ai pensamos em "jogar a toalha", jogar tudo para cima, em outras palavras, pensamos em desistir. Mas é nessas horas, justamente nessas horas, que precisamos nos deleitar no Senhor, nos deliciarmos nEle. Parece contraditório não é mesmo? Como se deliciar no Senhor no momento da crise, da luta? Ainda que pareça difícil, não o é, pois é o que precisamos fazer, é o que o Senhor deseja que o façamos. Que entreguemos o nosso caminho, as nossas lutas, as nossas dores, as dificuldades, a nossa vida em suas mãos, pois tudo já nos foi dado, a palavra diz TUDO.
        Precisamos ter fé e acreditar nEle e na sua palavra. Fico observando as crianças... Como elas confiam nos adultos! Confiam tanto a ponto de se mandadas se jogar de uma determinada altura, jogam-se, pois sabem, tem a certeza, confiam que serão amparadas. Assim, sejamos nós. Precisamos ter essa certeza de que o Senhor nos amparará na nossa luta. Precisamos ter fé, até porque, sem fé é impossível agradá-lo.
Precisamos descansar. Entregar tudo nas mãos do Pai. Ele cuida de nós. O seu poder se aperfeiçoa na nossa fraqueza.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Se eu pudesse não teria crescido...

Por Dani Moreira

Olho para a fotografia e um turbilhão de lembranças invade a minha memória. Lembro com carinho e com saudade daquele tempo em que tudo era perfeito e mágico. Me recordo do quanto gostava das vezes em que meus pais precisavam sair e nos deixavam sobre os cuidados da minha avó e o que era mais legal, na casa dela... A bagunça estava armada! Vovó deixava a gente brincar lá fora, dormir mais tarde, comer biscoitos e pipocas, além das piculas noturnas, tudo que não podíamos fazer quando nossos pais estavam em casa. Mas além da bagunça, histórias do lobisomem, Saci-Pererê, curupira, bruxas e fadas também estavam garantidas. Vovó sentava com a gente na frente da casa dela e ficava ali, contando essas histórias, mas depois era um problema na hora de dormir, porque ficávamos com medo e um assustava o outro no escuro. Era uma confusão. Lembro que nossa principal preocupação era que chegasse logo o fim de semana, quando meus primos iam para nossa casa, ou nós para a deles e mais uma vez a bagunça estava armada. Tenho boas lembranças e saudades das piculas, das brincadeiras de roda, das perversidades infantis, do amiguinho imaginário... Se eu pudesse, não teria crescido...

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Simples II



Acho complicado falar de si mesmo. Não há para mim tarefa mais difícil. É melhor que outros falem de nós, bem ou mal, mas que falem de nós. Depois de muito tempo pensando sobre falar de si, percebi que sou uma pessoa simples, de jeito, gestos e gostos simples. Apesar disso, prefiro falar dos meus gostos. Gosto do amanhecer e do entardecer; gosto de olhar o céu e admirar a lua e as estrelas... Gosto de parar para contemplar o mar. Gosto de ouvir o som da chuva caindo no meu telhado. Gosto de estar com os amigos, poucos, mas sinceros. Gosto de receber o carinho da família, coisas como a benção dos pais, a comidinha da vovó e o olhar amoroso do vovô; as brincadeiras com a primarada e as briguinhas de irmãos. São dessas coisas que gosto, são essas pequenas coisas e gestos que definem quem eu sou. Ouvi ou li em algum lugar (e acredito) que as coisas mais sofisticadas e elegantes são as mais simples. E é assim que me defino: Simples.