domingo, 31 de outubro de 2010

Amor Incorruptível ( Mariana de Oliveira)

Não quero um amor das telas de cinema
Das cenas de novela, amor banalizado
Não quero um amor vagando no meu peito
Que se mistura ao ódio, que se rende ao preconceito
Só quero um amor de fato consumado
Que eu o viva pra valer nesse tempo conturbado
Eu quero um amor gerado do Espírito
Amor que vem de Deus, amor incorruptível

Esse é o tempo de fazer a diferença
Trazer o amor de Deus à evidência
Quero viver esse amor maior que tudo
Amor que mata o ódio, vence o mundo
Esse é o tempo de fazer a diferença
Trazer o amor de Deus à evidência
Quero viver esse amor maior que tudo
Amor que cura, amor que salva o homem desse mundo

Eu quero um amor de entrega, de renúncia
Um amor simplificado, de verdade e santidade
Eu quero um amor pra viver com o meu próximo
Pois se não amo a quem vejo
Como amar a quem não vejo
Só quero um amor de fato consumado
Que eu o viva pra valer nesse tempo conturbado
Eu quero um amor gerado do Espírito

Amor que vem de Deus, amor incorruptível
Esse é o tempo de fazer a diferença
Trazer o amor de Deus à evidência
Quero viver esse amor maior que tudo
Amor que mata o ódio, vence o mundo
Esse é o tempo de fazer a diferença
Trazer o amor de Deus à evidência
Quero viver esse amor maior que tudo
Amor que cura, amor que salva o homem desse mundo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Para descontrair... Tipos de homens- Escolha ou corra!

Estava eu navegando na net e encontrei este texto sobre tipos de homens, no blog esmalte no pé. Uma dica pra mocinhas indefesas, que se deparam com certos tipos de caras por ai.

INTELECTUAL
Ele é culto, LowProfile, adora filmes europeus, está sempre por dentro das melhores exposições é inteligente e quase sempre bem-sucedido. O único problema é que parece que não existe mulher tão “no nível dele”e por isso demonstra sempre um certo ar de superioridade.
A primeira vista ele encanta com tanta cultura e conhecimento, mas a partir do momento que as conversas giram mais em torno da dívida externa do que sobre o relacionamento “ele “ literalmente cansa a beleza de qualquer uma mortal!

COITADO
Ele morre de medo de assumir um compromisso com você por causa das histórias com a ex. É o tipo de cara sensível e cuidadoso assim que você o conhece. Ele compartilha a tristeza de um relacionamento fracassado e as mulheres querem muito cuidar dele. O problema é que depois de algumas saídas, além de o único assunto ser a história com a ex, descobre-se de que a tristeza é de relacionamentos que acabaram há mais de 10 anos. Ou seja é o trauma em pessoa.

MANIPULADOR
O negócio dele é ter total controle da relação. É cheio de mistérios frases pela metade e atitudes ambíguas.Isto desafia você e encoraja encarar esta relação. Mas se você exige explicações demais, ele se revolta e dá um jeitinho de inverter o jogo até você se achar maluca. Um relacionamento assim só serve para você se sentir a pior das criaturas.

EGOCENTRICO
O mundo gira em torno dele. Ele é tão bom em tudo que dá vontadede saber a fórmula, por isso você se sente atraída por ele. Mas não há nada tão importante quanto os desejos dele. Para ele nada que você faz é bom. O assunto preferido é falar de si mesmo, das conquistas e de quanto ele é bom em tudo que faz. Você é muito burra, muito gorda ou tem a boca muito grande. Ele sempre vai achar defeitos em você. Definitivamente não dá pra competir!

FANÁTICO POR FUTEBOL
Ele tem um corpo atlético, um fôlego de leão. Mas não se incomoda se a casa estiver caindo, se o bebê está chorando ou que você tenha viajado por uma semana. Mas ele sabe todos os resultados de todos os campeonatos de futebol (regional, nacional e internacional). Tudo o que ele quer é uma cerveja, uma TV e “algum espaço”. A roupa preferida é a camiseta do time. Sendo assim ou você o acompanha ou tira seu time de campo!

MIMADINHO
Ele sempre teve tudo, as melhores roupas, as melhores viagens e só freqüenta os melhores restaurantes. Ele é cheio da grana e muito ligado na aparência. Tem um carro bacana, mora sozinho no bairro da moda e muitas mulheres morrem por ele. Claro a primeira vista é o homem perfeito pra casar. Mas ele não sabe sequer passar água num copo na pia ou arrumar a própria cama, além de te tratar como um bem de consumo. Caso você não se considere um “enfeite” de estante, caia fora!

Mas apesar de existirem muitos caras que não estão nem aí para relacionamentos existem muitos outros legais, que querem compartilhar uma relação. Talvez não tão bonito, talvez não tão rico ou nem tão moderno ou popular. Por isso não se atenha apenas ao cartão de visita pois eles podem ser apenas uma bela embalagem que as vezes está vazia.

E lembre-se não existe homem perfeito… Nem mulher!Apenas esmaltes!!!!

Disponível em: . Acesso em 12 out. 2010

Amor de verdade

video

É muito lindo!!!! Confesso que fico sem palavras para comentá-lo...

Resenha do filme Tropa de Elite 2



TROPA DE ELITE 2 (Brasil, 2010)
Gênero: Policial
Duração: 118 min.
Elenco: Wagner Moura, Maria Ribeiro, Irandhir Santos, André Ramiro, Seu Jorge, Milhem Cortaz, Sandro Rocha, Emilio Orciollo Netto
Compositor: Pedro Bromfman
Roteiristas: José Padilha, Bráulio Mantovani
Diretor: José Padilha

Por Dani Moreira

Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro! É uma produção de tirar o folêgo e de fazer pensar, refletir sobre a quem entregamos o poder do nosso Estado. Se o primeiro foi bom, este é sem sombra de dúvidas excelente. É mais empolgante, mais complexo. Agora teremos o Capitão Nascimento,interpretado pelo brilhante ator baiano Wagner Moura, como Coronel e em seguida como Subsecretário de Segurança Pública, onde ele vai estar envolvido com a política local, vai ver o nascimento do crime organizado(as milícias armadas nas favelas no RJ) e vai perceber que seu verdadeiro inimigo é o Sistema.

O longa, gira em torno de Nascimento, que passa a ser um herói solitário. O oficial do BOPE, se vê afastado de sua família, de seus amigos, da justiça e é cercado de antagonistas. A começar por Fraga (Irandhir Santos) um ativista dos direitos humanos, que faz tudo ao contrário do que ele pensa, mas no decorrer da trama, percebemos, que não é apenas uma questão de ideologia, o problema é pessoal, emocional.

Os vilões agora, são do tipo que deixam o Baiano, do Tropa de Elite 1 no bolso. São políticos de alto escalão, deputados, policias corruptos. No inicio do filme temos uma rápida participação de Seu Jorge, encarnando o bandido Beirada, ali é apenas um aperitivo do que seria a trama de fato. André Mattos, vive um apresentador de TV sensacionalista, que se torna político com o dinheiro do crime. E de volta, o capitão Fábio, interpretado por Milhem Cortaz. Além do capitão Matias(André Ramiro), mais maduro, mas que não teve muita sorte depois de ter participado de uma missão mal sucedida em Bangu 1.

Um brilhante filme de ação, mas não apenas isso, um manisfesto, um apelo à consciência. Uma crítica à mídia, ao governo, à polícia. O que teria acontecido se esse longa estreasse antes das eleições? O bicho ia pegar!!!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O velho e a flor


Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.

Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:

O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.

Vinícius de Moraes

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Luis Fernando Verissímo

A princesa e a rã... (Muito legal, rsrsrs)

Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!

Luiz Fernado Verrissímo

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sem comentários!!!




A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinícius de Moraes

Simplesmente lindo!!! Confiram!


O homem pensa.
A mulher sonha.

Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.
A mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.

O farol guia.
A esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!!!

Victor Hugo

Obrigada, Deus!!!!!!


Por Dani Moreira

Há momentos em que a solidão bate à porta do nosso coração, bate não, invade. É algo que nos torna sensíveis, chorosos, saudosos... É quando nos fazemos perguntas do tipo, onde está o meu amor?O que estou fazendo aqui? São momentos que nos fazem querer larga tudo e sumir. Por exemplo, pegar um foguete talvez e ir a Marte ou à Lua...
São ,também, momentos que nos fazem refletir sobre a nossa vida, e nos permite conhecer pessoas maravilhosas, as quais, chamamos amigos.

Amigos, que nos dão o ombro, nos dão colo, carinho... Que nos chamam por nomezinhos fofos, que só eles sabem chamar... Pessoas que são muito mais que alguém pra conversar, abraçar, são dádivas de Deus para nós. Amigos verdadeiros são como pérolas, que mergulhamos para encontrar, como diz a canção. Parece que são feitos de amor... Parece não, são!

Amizade e amor são sentimentos que caminham lado a lado. A amizade carrega consigo características do amor, por exemplo, o cuidar do outro, sem pensar em si próprio. Isso é uma característica do amor, que encontramos forte, na amizade. Eu não acreditava em amizade sincera, como, também, não acreditava em amor verdadeiro. Mas, tenho vivido boas experiências com amigos mais que verdadeiros, amigos leais, que não me falam o que eu quero ouvir, mas o que eu preciso ouvir, que comemoram comigo uma vitória e, também, choram comigo uma derrota. Que me fazem sorrir no momento de solidão, que me ajudam a ser forte no momento de fraqueza, e que me ajudam a levantar se eu caio. Aliás, nem me deixam cair! Pelo contrário, seguram bem firme na minha mão e me ajudam a prosseguir.

Tem um que é especial! Não o conheço, mas sabe exatamente como me sinto. Nunca me viu de pertinho, mas sabe exatamente como sou. Não é dessas amizades que encontramos por ai, é mais que especial. É do coração de Deus direto para o meu coração. É puro, verdadeiro, imaculado, por que não dizer, santificado. É sutil, singelo, sem reservas. Faz-me lembrar da amizade de Jonatas e Davi, uma amizade inabalável. Um amigo desses assim vale muito! É mais que ouro, mais que prata, mais que as riquezas deste mundo.

Nunca imaginei conhecer alguém assim. Sei que não mereço, mas Deus tem me dado a graça de conhecer pessoas tão maravilhosas. Tem me proporcionado, viver ao lado de gente tão especial. Não tenho palavras para definir, nem adjetivos para dar, o que sei, é que tenho aprendido e muito. A mim, foi devolvida a esperança, a fé de que tudo é possível e de que a amizade e o amor existem de verdade. É só uma questão de acreditar mesmo. Agradeço a Deus pelos meus amigos, especialmente você, meu fofo, que tem me proporcionado momentos felizes em meio à tristeza e solidão, mesmo estando longe de mim... Obrigada por existir, existirem na minha vida! Obrigada pelas palavras de conforto, consolo, correção. Obrigada também, por repartir comigo bons momentos, segredos, verdades... Eu nunca vou desistir de você e serei eternamente grata a Deus por tê-lo posto em meu caminho. Posso dizer com toda convicção que eu TE AMO!!! Meu amigo... AMO VOCÊS!!!! Meus amigos... OBRIGADA DEUS!!!! TE AGRADEÇO!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O primeiro beijo

Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:

- Sim, já beijei antes uma mulher.

- Quem era ela? perguntou com dor.

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.

E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.

Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.

Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.

E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.

Ele a havia beijado.

Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.

Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...

Ele se tornara homem.

(In "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998)
Clarice Lispector

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A todos os meus amigos!!!

" Abençoados os que possuem amigos,
os que os tem sem pedir.
Porque amigo não se pede,
não se compra, nem se vende.
Amigo agente sente!"

(Machado de Assis)


Louvo a Deus pela vida de todos os meus verdadeiros amigos. A todos vocês que têm me ensinado que é possível uma amizade verdadeira. Obrigada por me fazerem tão feliz, sabendo que posso contar com pessoas tão especiais. Vocês são verdadeiros anjos, que Deus colocou no meu caminho, para alegrarem ainda mais a minha vida. Obrigada pelo carinho que vocês têm por mim, pelas palavras que sempre me dizem, pela força que têm me dado nessa minha caminhada. Amo vocês, meus amados amigos. Obrigada por existirem. Beijos a Todos.

Dani Moreira

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Felicidade Clandestina

Pessoas, muito lindo esse conto da Clarice Lispector!!!!

"Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte.

Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo.

E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

"Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."

Clarice Lispector.

Biblioteca Verde

Papai, me compra a Biblioteca Internacional
de Obras Célebres
São só 24 volumes encadernados
em percalina verde.
Meu filho, é livro demais para uma criança-
Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
Quando crescer eu compro. Agora não.
Papai, me compra agora. É em percalina verde,
só 24 volumes. Compra, compra, compra.
Fica quieto, menino, eu vou comprar.

Rio de Janeiro? Aqui é o Coronel.
Me mande urgente sua Biblioteca
bem acondicionada, não quero defeito.
Se vier com arranhão recuso, já sabe:
quero devolução de meu dinheiro.
Está bem, Coronel, ordens são ordens.
Segue a Biblioteca pelo trem-de-ferro,
fino caixote de alumínio e pinho.
Termina o ramal, o burro de carga
vai levando tamanho universo.

Chega cheirando a papel novo, mata
de pinheiros toda verde. Sou
o mais rico menino destas redondezas.
(Orgulho, não: inveja de mim mesmo.)
Ninguém mais aqui possui a colecção
das Obras Célebres. Tenho de ler tudo.
Antes de ler, que bom passar a mão
no som da percalina, esse cristal
de fluída transparência: verde, verde.
Amanhã começo a ler. Agora não.

Agora quero ver figuras. Todas.
Templo de Tebas, Osíris, Medusa,
Apolo nu, Vénus nua... Nossa
Senhora, tem disso tudo nos livros?
Depressa, as letras. Careço ler tudo.
A mãe se queixa. Não dorme este menino.

O irmão reclama: apaga a luz, cretino!
Espermacete1 cai na cama, queima
a perna, o sono. Olha que eu tomo e rasgo
essa Biblioteca antes que peque fogo
na casa. Vai dormir, menino, antes que eu perca
a paciência e te dê uma sova. Dorme,
filhinho meu, tão fraquinho.

Mas leio. Em filosofias
tropeço e caio, cavalgo de novo
meu verde livro, em cavalarias
me perco, medievo; em contos, poemas
me vejo viver. Como te devoro,
verde pastagem. Ou antes carruagem
de fugir de mim e me trazer de volta
à casa a qualquer hora num fechar
de páginas?

Tudo o que sei é ela que me ensian.
O que saberei, o que não saberei nunca,
está na Biblioteca em verde murmúrio
de flauta-percalina eternamente.

Carlos Drummmond de Andrade

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Minha experiência com a escrita e com a leitura



Por Dani Moreira

Desde criança, sempre, gostei de ler. Lembro que passava horas e horas do meu dia lendo histórias de princesas, clássicos da literatura infantil como: Chapeuzinho Vermelho, Soldadinho de Chumbo, também tinha fixação por histórias em quadrinhos. Quando adolescente, passei a gostar de ler poemas e poesias, especialmente, aqueles que falavam de amor. Tinha preferência por Vinicius de Moraes e Camões, mas, lia tudo que chegasse às minhas mãos.
Nesse mesmo período, comecei a escrever. Escrevia diários. Até hoje escrevo diários. Se bem, que, nem sei se posso chamar de diários, pois não escrevo todos os dias, exceto quando acontece algo muito especial ou extraordinário, digno de ser registrado ou sempre que posso.
Escrever foi a maneira que eu encontrei de me conhecer e também de entender a mim mesma, os outros e o mundo. Escrever me faz muito bem. Quando estou triste, feliz ou até mesmo quando me sinto sozinha, eu escrevo. Escrevo porque encontro companhia nas palavras, nas frases que vão se formando, nos textos que seguem e que revelam quem sou.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Canção do dia de sempre

Mário Quintana

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Oi pessoas!!! Tudo bem com vocês? Dei uma mudada no visual do blog, para facilitar as leituras... E ai, gostaram???

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Redação interessante

Li esse texto a algum tempo atrás e gostei demais. Simplesmente sensacional. Trata-se de uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Vale a pena conferir!

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos.

Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva”.

Casamento


Por Dani Moreira


Casamento é algo interessante e às vezes até engraçado. Sei que é uma coisa muito séria, um contrato inquebrável e por toda vida (ou pelo menos deveria ser). É algo constituído por Deus, do coração de Deus direto para os nossos corações desde a criação do mundo. É algo do tipo “até que a morte os separe”, ou resumindo, para sempre.

Casamento é interessante no sentido de como duas pessoas que não se conhecem (na verdade ninguém nunca conhece o outro a fundo) passam a viver juntas, debaixo do mesmo teto, "sem muitos problemas". Sinceramente é algo que me faz refletir... Eu não posso falar de casamento com tanta propriedade, porque eu não sou casada, nem nunca fui e não sei se serei um dia, mas enfim, eu posso me basear nas experiências de pessoas que eu conheço e que são casadas.

Antes de começar a falar do casamento propriamente dito, devo explicar porque eu acho casamento algo engraçado. Não é bem o casamento que é engraçado, normalmente é a festa e os convidados. É cada coisa... Prefiro não comentar. Mas, voltando para a questão da seriedade do matrimônio, uma coisa que me chama atenção é justamente as pessoas casarem para serem felizes. Um dia um professor, pastor, me disse que devemos nos casar para fazer alguém feliz e isso deve ser uma troca. Mas daí eu me pergunto, será que o ser humano está preparado para isso, fazer alguém feliz sem pensar no próprio eu? Vivemos em uma sociedade – não generalizando – egocêntrica e porque não dizer egoísta. Como pessoas que só são capazes de olhar para o próprio umbigo, farão feliz outra pessoa? É complicado, demais complicado eu diria. De vez em quando me pego a comparar os casamentos de hoje com os de outrora, é tão diferente. Por exemplo, meus avôs são casados no papel, a mais de cinqüenta anos, você tem noção do que isso significa? Mais de cinqüenta anos, não são como mais de cinqüenta dias, é muito tempo, é meio séc. Eu penso, será que isso é amor, ou apenas aparência? No fundo, creio que seja amor, pois só o amor, o verdadeiro amor é capaz de suportar tantas coisas e tanto tempo. Tenho também o exemplo dos meus pais, dos meus padrinhos e de um monte de gente que eu conheço que tem resistido, suportado ao tempo, a tudo, gente que tem se amado de verdade.

Contudo, por outro lado, também conheço uma infinidade de pessoas que casaram e que depois de certo tempo separaram-se. Alguns alegam que o amor acabou (agora me diga se amor de verdade acaba), outros dizem que não era bem o que queriam etc. e tal. Eu não conseguia entender muito bem aquela frase do Vinicius de Moraes que diz: ”que seja infinito enquanto dure”, pois agora eu a entendo exatamente como alguns casamentos que existem por ai. Essas coisas entristecem meu coração, porque eu sempre acreditei no amor verdadeiro, aquele que tudo suporta, tudo espera, que é paciente, que é benigno, que não se alegra com a maldade, aquele que o apostolo Paulo descreve na carta aos Coríntios, nas Escrituras Sagradas. Casamento é pra ser algo bom na vida das pessoas, é pra fazer bem. Sei que podem existir conflitos, pessoas com personalidades diferentes nem sempre concordam em tudo, nem sempre são unânimes, mas nessas horas, justamente nessas, que, um dos dois tem que dar o "braço a torcer" e reverter à situação. Um casamento pode ser algo tão agradável, tão lindo, tão especial, mesmo nos momentos mais difíceis. Acredito que uma esposa deve ser companheira, amiga do seu marido, aquela com quem ele tem prazer em dividir seus momentos bons e também os não tão bons. Um marido deve ser o amigo, o eterno namorado, o melhor amante. Aquele de quem a mulher jamais sente vergonha, mas que sente prazer em apresentá-lo para todos os seus amigos. Parece utópico, porém sei que é possível. Outro dia ouvi alguém dizer que enquanto houver vida há esperança, e isso é verdade. Como tudo na vida, imagino que o matrimônio tenha seus altos e baixos, contudo nada que não se possa resolver com calma.

Penso como deve ser deleitável chegar em casa depois de um longo dia de trabalho e encontrar alguém a nossa espera. Alguém que não é o nosso pai, nem a nossa mãe, nem os nossos irmãos, mas alguém que agora é parte de nós. Deve ser maravilhoso ter alguém pra cuidar, pra gente dizer que ama, pra abraçar nos momentos de solidão, pra aquecer nas noites frias... É, casamento tem sim seus prós, muito mais até que os contras, acredito.

Mas enfim, o matrimônio é e pode se tornar algo até divertido. Isso fica a critério do casal. Ser bom ou ruim depende de você. Por isso, se você é casado, não espere que o outro te faça feliz, faça-o. E se não é, vá aprendendo, enquanto há tempo, rsrsrsr.

A vidraça

Oi pessoas, tudo bem com vocês? Desculpem pela demora, tem uns dias ai que não posto nada, mas enfim, é a correria do dia a dia. Eu estava lendo um textinho bem interessante que encontrei aqui no meio das minhas coisas e gostaria de compartilhar com vocês para reflexão.

Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passaram na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine lavar roupas!
Nossa vizinha continuava pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar roupas!
E assim, a cada três dias, a mulher repetia o discurso, enquanto a vizinha pendurava sua roupa no varal.
Passando um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:
- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas. Será que a outra vizinha a deu sabão? Porque eu não fiz nada.
O marido calmamente a respondeu:
- Não, hoje, eu levantei-me mais cedo e lavei a vidraça da janela.
E, assim é tudo. Depende da janela através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir, verifique seus próprios defeitos e limitações. Devemos olhar, antes de tudo para nossa própria casa. Para dentro de nós mesmos. Só assim poderemos ter real noção do real valor dos amigos, dos parentes, das pessoas que nos cercam.
Lave sua vidraça. Abra sua janela. Leia, reflita esta mensagem e a compreensão fortalecerá o laço de amizade de quem você gosta.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um dia você aprende… – Willian Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade. E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto – e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a pedoá-la.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos; aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto. Aprende que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.

Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.

Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências de seus atos. Aprende que paciência requer muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se. (…) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você mesmo seu jardim e decore sua alma – ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe – mesmo após ter pensado não ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida.

Willian Shakespeare

Noite chuvosa


Por Dani Moreira

Era uma noite chuvosa. Aliás, o dia inteiro foi regado por chuva. Mesmo assim, Amanda mal podia esperar para conhecer o cara dos seus sonhos (pelo menos era o que ela imaginava e esperava). Arrumou-se, perfumou-se e foi cheia de expectativas em relação ao “amigo”. Havia muito tempo que não se sentia assim.
Depois do fim de um relacionamento, Amanda se fechou para o mundo, para todos, para o amor. Gostava demais do ex-namorado e por conta disso, tinha esperanças de que pudessem voltar um dia. Contudo, as atitudes do rapaz, só mostravam o contrário. Da última vez que se falaram, ele estava altamente alcoolizado, falou um monte de besteiras para ela, então, percebeu que não tinha porque continuar com aquilo e acabou com o relacionamento. Porém, agora, estava pronta para dar uma chance para si mesma, para o seu coração. Não valia à pena, se fechar, por conta de uma relação frustrada, e que não te trouxe nada de bom, além de tristezas, lágrimas e muito sofrimento.

Pois bem, há muito tempo Amanda não se sentia tão empolgada e com tanta expectativa boa em relação a um encontro. Estava feliz... Apesar da insegurança e do medo que sempre batiam á sua porta nessas horas. Ela tinha muito medo de se apaixonar ou até mesmo de amar e não ser correspondida, ou de ser apenas usada... No fundo, o que realmente queria era descobrir, conhecer o verdadeiro amor. Sempre dizia que era durona e tal, porém, no mais íntimo do seu coração, era a pessoa mais romântica, doce, sonhadora e que ainda estava à espera do seu amor... Sim, vivia em um mundo de sonhos, ainda estava esperando o seu príncipe encantado. Que ingênua! Esquecia, que tal como as princesinhas, os príncipes, também, não existem mais. Sempre quis acreditar nisso, mas enfim, fazer o que? O moço foi busca-lá e a tratou com muita gentileza. Entrou no carro e se foram. Pareciam apaixonados já. Ele era um cara muito especial, bacana, romântico, exatamente como ela sempre desejou. Só não era um príncipe...

Chovia muito naquela noite, por conta disso, pararam o carro em um lugar legal, onde podiam ver as ondas do mar a se agitarem e ali ficaram batendo papo, se conhecendo mais. Falaram sobre música, vida, trabalho, família, coisas assim. Até que André começou a falar de si, e pediu que Amanda falasse um pouco sobre ela. Comentou sobre algumas coisas e disse que para saber mais sobre ela, precisaria conhece - lá. Foi então que André não resistiu e deu-lhe um beijo. Assim, subitamente. Amanda, não esperava por aquilo, estava surpresa, mas gostou demais. Foi um beijo apaixonado, com sabor de desejo, avassalador ao mesmo tempo em que era meigo e tímido. Mas foi sensacional. A partir de então, Amanda voltou a sonhar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Brasil, país do futebol e dos problemas sociais



Por Dani Moreira

O futebol tornou-se uma paixão nacional para os brasileiros. Embora, criado na Inglaterra, no Brasil, encontramos ótimos times e alguns dos melhores jogadores. É aqui, também, que predomina uma serie de problemas sociais, tais como, desemprego, violência, entre tantos outros, que acabam perdendo à atenção da sociedade para o futebol.

Não é de hoje a fissura exercida por este esporte sobre a população. Em época de mundial, o país para com o único objetivo de torcer pela seleção. Famílias inteiras se reúnem para ver os craques da seleção correndo atrás de uma bola em busca do tão esperado gol. É também nesses mundiais que o povo se torna mais patriota, usando as cores da bandeira e frases de "incentivo" ao país. Mas, até onde o futebol pode prender à atenção da sociedade em meio a tantas crises sociais, que, merecem muito mais atenção?

Tal como o amor exacerbado pelo futebol, também, não é de hoje os problemas sociais que existem no Brasil. A cada dia que passa, o indicie de violência tem aumentado(inclusive nos estádios de futebol), a educação e a saúde tem piorado, entre tantas outras coisas que acontecem, ou melhor, não tem acontecido de bom no país. Contudo, nenhum desses problemas parecem chamar à atenção das pessoas tanto quanto o futebol.

Essa "indiferença" do povo em relação às crises sociais nos lembra a sociedade romana no governo do Imperador Augusto, que implantou a política do Pão e Circo, que, consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Esse método foi criado porque o imperador temia revoltas da parte pobre de Roma, ou seja, queria desviar a atenção da população pobre do império, dos problemas sociais que lhe atingiam. Da mesma forma acontece aqui,os nossos políticos tentam( e conseguem na maioria das vezes)desviar a atenção da população dos sérios problemas sociais , utilizando-se do futebol. A diferença é que, não dão o pão e, em relação ao circo, a população tem que pagar para assistir aos jogos nos estádios.

O futebol pode estar sendo usado para tirar atenção do que realmente importa, tal qual no Império Romano. Todavia, cabe a nós não nos prendermos tanto aos jogos aponto de esquecermos o real motivo pelo qual devemos lutar. Ser patriota não é apenas usar as cores da bandeira, nem tampouco reunirem-se com o único objetivo de torcer por uma seleção, muitas vezes fracassada, mas, sim, também, reunir-se, juntar-se e ir à luta com o intuito de ajudar a melhorar o país.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"O que é mais sagrado na vida é viver..."

Por Dani Moreira

Temos sempre uma certeza de que "nunca" nada de mal ou de errado acontecerá com agente ou com os nossos. Preferimos acreditar que "tudo" é perfeito à nossa volta e que nada de ruim jamais nos atingira. Ledo engano. Precisamos é de muita fé e estar debaixo da proteção de Deus, porque apenas Ele, pode nos livrar da onda de maldade que aflige os nossos tempos.
A vida já não tem mais o seu valor... Mata-se por banalidades, por motivos futeis. E a vida é um presente divino, é o que há de mais sagrado, viver.... Até o amor, que é um sentimento tão perfeito, tem esfriado, não é mais infinito, porém, eterno enquanto dura, ou seja, acaba.
Quero compartilhar com vocês uma música de Julio e Kim da Banda Catedral, que expressa melhor o que disse com as palavras acima. Tal como poesias e poemas, sou fissurada por música. Acredito que o conjunto letra e melodia quando unidos, falam muito e por si só. Então, vejam o video e refletiam sobre a mensagem que ele nos traz. Espero que gostem...

video

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Beijo


Teu beijo
tem sabor de vida
e cheiro de madrugada
Teu beijo é terno,
me aquece.
Teu beijo é inspiração,
me enlouquece.
Teu beijo é descoberta
e criação.
Teu beijo merece
muito mais que uma simples poesia.

(MATOS, Sérgio. Estandarte. 1992)

O aborto não é apenas um assassinato, é um roubo.

Por Dani Moreira

O aborto é sem dúvida alguma, um dos temas mais polêmicos dos últimos tempos. Mas, o que é o aborto? Entendo o aborto como sendo a expulsão do feto ou embrião, resultando na sua morte. Isso pode ser espontâneo (quando acontece por causas naturais ou acidentais) e induzido, (quando há ação humana). Falar de aborto envolve várias questões, tais como, a decisão ser feminina ou ser uma questão de saúde pública. É polêmico porque envolve costumes, culturas e porque não dizermos sentimentos. E mais que tudo isso, mexe com a vida. E o que é vida? Onde ela começa?

Definir vida e onde ela começa é algo complexo, porque o seu conceito tende a variar de acordo com convicções religiosas, jurídicas, morais, científicas etc. A biologia tem um papel muito importante nessa definição, e os cientistas dividem suas opiniões. Contudo, a mais aceita, diz que a vida se inicia a partir da fecundação. Segundo a ciência, o que define o ser humano é o ADN, que é formado no momento da fecundação. Sendo assim, acredito que é a partir da fecundação, o encontro do espermatozóide com o óvulo, que se inicia uma vida. Há quem diga o contrário, mas eu acredito nisso. Portanto, não podemos impedir que alguém viva. Todos têm direito à vida, e este prevalece sobre qualquer outro.

Então, por que interromper uma gravidez? Por que jogar fora vidas sem necessidade e também se prejudicar? . De fato, o aborto não é uma coisa boa para ninguém. Além disso, mexe, inclusive, com o psicológico, a saúde mental das mulheres que fazem práticas abortivas.

Não concordo que a decisão de abortar seja somente feminina. O corpo é da mulher, porém, não o filho, pois ela não o fez sozinha. Portanto, cabe aos homens, também, tomar partido nesta decisão e encarar a responsabilidade que lhe cabe. O homem, igualmente a mulher, pode decidir se quer ou não o filho e tem de ter consciência disso. Não deve simplesmente “tirar o corpo fora” e deixar a culpabilidade nas mãos da parceira. Além do mais, juridicamente falando, ninguém têm direito sobre seu próprio corpo, (por exemplo, suicídio é considerado crime), quanto mais sobre outras vidas, no caso, o feto, disse o Pastor Silas Malafaia, um dos líderes da Igreja Assembléia de Deus, em uma entrevista no programa Canal Livre da Band. Além de, o feto não ser um prolongamento do corpo da mulher, está dentro dela, mas independe dela, em uma gravidez o embrião é o ser ativo, enquanto que a mulher é o ser passivo, afirma o Pastor.

Na entrevista, Silas Malafaia cita a questão da promiscuidade humana. Pessoalmente, creio que o aborto induzido, seja uma das conseqüências da promiscuidade, imoralidade e da irresponsabilidade sexual de algumas pessoas, especialmente alguns adolescentes e jovens. Sei que o aborto já acontece no Brasil e que as mulheres de classe baixa, são as mais prejudicadas. Mas a legalização do aborto poderia fazer dessa prática uma forma de contracepção.

Vale ressaltar aqui, que, se as pessoas se prevenirem, não haverá necessidade de se discutir o aborto nestes extremos. Vejam só, estamos em uma sociedade globalizada, onde temos acesso a informações. Isso significa que, hoje, temos acessibilidade a métodos contraceptivos, entre eles o preservativo, a famosa camisinha. Cabe ao casal se precaver, até porque, a camisinha não previne apenas uma gravidez indesejada, bem como as DSTS. Dessa forma não existiriam tantas mortes desnecessárias, nem das mães nem dos fetos. Bem sei que as políticas de planejamento familiar precisam melhorar e muito, contudo cada um deve ter consciência de suas práticas e evitar ao máximo uma gravidez indesejada.

Que fique claro, no Brasil, atualmente, o aborto induzido é considerado “crime contra a vida” no Código Penal Brasileiro, prevendo detenção de 1 a 10 anos, dependendo da situação, salvo em casos de estupro e de risco de vida materno, como está disposto no artigo 128 do Código Penal. O artigo 2º do Código Civil Brasileiro estabelece, desde a concepção, a proteção jurídica aos direitos do nascituro, e o artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe que o feto tem direito à vida, mediante a efetivação de políticas públicas que permitam o nascimento. Além da Constituição Federal, que, dispõe no caput do seu artigo 5º a inviolabilidade do direito à vida.

Encerro aqui esse pequeno artigo, com essas palavras de Mário Quintana [199?]: “O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo... Nem pode haver roubo maior. Porque, o malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é um roubo infinito.” Que as pessoas tenham consciência das suas atitudes, para que estes “roubos” venham ser evitados, podendo esses fetos, terem o direito à vida, como lhes é garantido pela nossa Constituição.

A janela da alma


Por Dani Moreira

A janela da alma é um filme documentário que reúne 19 pessoas, famosas e anônimas, entre elas cineastas, artistas, fotógrafo, etc. que tem em comum problemas com a visão, que vão da miopia à cegueira total. Elas falam das suas experiências com a visão em relação a si mesmas, aos outros e também em relação ao mundo. Mas, será que a visão é mesmo a janela da alma? Dispomo-nos de cinco sentidos, contudo a visão é a que mais se destaca. É interessante perceber que pessoas podem não ver através dos olhos, mas enxergam por meio de outros sentidos. Entre os personagens destacam-se o escritor José Saramango, que escreveu Ensaio sobre a Cegueira, o vereador cego Arnaldo Godoy, a atriz Marieta Severo, o fotógrafo cego Evgen Bavcar, entre outros. O que mais chama atenção é como mesmo cego, Bavcar, fotógrafa as pessoas perfeitamente. Diz que quando as toca, pode vê-las. Essas pessoas nos passam que é possível sim enxergar além dos olhos. Da mesma maneira, o governador Arnaldo Godoy, ao relatar umas de suas experiências com uma das filhas na praia. Bem como o livro Ensaio sobre a Cegueira de José Saramango, o documentário nos leva a refletir se realmente a visão é a janela da alma, nos leva a desejar ver além dos olhos. A quem diga que o pior cego é aquele que ver, mas que não enxerga.

sábado, 10 de julho de 2010

Nós mulheres, somos seres especiais, criadas por Deus, para sermos ajudadoras dos homens. Somos guerreiras, amigas, companheiras, compreensivas... Somos mulheres. Temos certeza do que queremos. Não esperamos as coisas acontecerem, fazemos com que aconteçam... Somos sensacionais.
Diante dessa rápida descrição do "ser mulher", posto aqui, uma linda composição do Nando, da banda Roupa Nova, que eu gostei demais. Espero que vocês também gostem e especialmente as mulheres...

Todas Elas
Roupa Nova
Composição: Nando

Mulheres querem te dirigir
Mulheres sabem decidir
Mulheres querem ter muito mais
Mulheres são a mãe de todos nós
Mulheres são legais

Mulheres podem te provocar
Mulheres sabem ser fatais
Mulheres roubam teu coração
Mulheres vão da brisa a temporais
Mulheres são demais

Doce adolescência da inocência sem pudor
Querem o mundo, não sabem esperar
Têm a pressa de saber o que é o amor
Alguém, uma vida

Todas elas são tão iguais
Todas têm seus desejos

Mulheres pregam a comunhão
Mulheres querem se separar
Mulheres lindas na gravidez
Mulheres que só pensam em gastar
Sensacionais

Pelos trinta anos elas sabem onde pisar
Suas cabeças já estão no lugar
Dão um jeito de fazer acontecer
E têm esperança

Depois que os anos passam
Marcas na face mostram alegrias e tristezas
Não tem volta, só lembranças.

Vale a pena ontem, hoje e amanhã
Enfim, são mulheres.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Amo poesia... Então, vou postar mais uma das que eu gosto. Espero que vocês também gostem.

Amor

Eu sinto
Tu sentes
Aqueles que não sentem,
Um dia sentirão.
Enfim, amor não se define,
Se sente.

(MATOS, Sérgio. Estandarte. 1967)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Breve comentário sobre o filme Julie e Julia


Por Dani Moreira

É um filme bastante interessante no sentido de como um livro pode aproximar pessoas de épocas tão distantes e também como a leitura pode ajudar na vida de alguém. O filme foi baseado em duas histórias reais e mostra a relação de duas mulheres com a "cozinha" e com a escrita. Em alguns momentos é bastante divertido, contudo, o que realmente chamou minha atenção foi a relação que Julie criou com seus leitores, por meio do blog e com Julia, por meio do livro de receitas.

Além da influência de Julia em relação a culinária, o hábito de escrever no blog ajudou muito na mudança de vida de Julie. Era algo que lhe fazia tão bem quanto cozinhar, e é exatamente isso que o hábito de escrever faz a quem o prática.

E por fim, o mais legal de tudo: Tanto Julia, quanto Julie escreveram um livro. Foi bom ter visto a vontade e o trabalho de Julia na construção e depois na busca pela publicação do tão sonhado livro. E algo que, também, me chamou atenção foi a questão do título. A editora chamou atenção de Julia para o titulo do seu livro, ou seja, um bom titulo atrai leitores. Já Julie, teve sua vida transformada, virou escritora e escreveu toda essa história, que virou esse belo filme.

O encontro

Por Dani Moreira

Era uma tarde de sábado. Gabriela preparava-se para reencontrar o seu grande amor. Já fazia pouco mais de três anos que não se viam. Suas emoções se misturavam a todo instante. Ela trajava um vestidinho xadrez, uma sandália rasteira, cabelos ao vento... Estava simplesmente linda!
Em outro canto da cidade, Rodrigo não conseguia conter suas emoções. Estava super ansioso e mal podia esperar para rever aquela que realmente mexeu com seu coração. Marcaram em um shopping da cidade, um shopping bastante sugestivo.
Ele chegou super cedo. Ela atrasou alguns minutos, estranho seria se ela chegasse na hora marcada. Diferente de Rodrigo, Gabriela não é nada pontual. Quando chegou ao local, não o encontrou, pois ele estava em outro lugar do shopping. Por um momento achou que tivesse desistido e ido embora, mas ele estava à sua espera...
Enquanto não vinha, ela deu uma voltinha por ali mesmo, admirando uma amostra de flores que estava acontecendo no local. Ela adora flores.
Gabriela era um poço de ansiedade naquele momento, já não suportava tanta espera, queria vê-lo logo, estava agoniada... De repente, ele surge do outro lado, lindo, sorrindo para ela. Naquele instante seus corações passaram a bater mais forte, que emoção... A primeira atitude que tiveram foi de se abraçarem. Abraçaram-se e seguiram em busca de um lugar onde pudessem sentar-se e conversar.
Foram para um lugar nada tranqüilo, mas o que importava é que estavam juntos depois de tanto tempo longe um do outro. Conversaram sobre tudo o que aconteceu na vida de ambos durante todo aquele tempo longe. Seus olhos se cruzavam a todo segundo. Era notório que nem mesmo a distância e nem o tempo conseguiriam apagar o sentimento que sentiam um pelo outro. Isso nos faz lembrar a Fênix, ave mitológica que renasce das próprias cinzas, assim era o amor deles, estava descansando em algum lugar, mas ao se reencontrarem despertou.
Estavam um pouco nervosos, se analisavam o tempo todo. Gabriela desejava ardentemente beijá-lo e ser beijada por ele com os beijos que nunca foram dados e que ficaram guardados por todos aqueles anos. Ele também não conseguia esconder a vontade enorme de beijá-la. No entanto, não o fizeram. Resolveram dar umas voltas pelo shopping, tomaram um Milk shake e procuraram outro lugar para continuarem a conversa. Encontraram um lugar bem agradável, e por que não dizer, um lugar mais romântico, onde se sentiram mais a vontade longe da agitação das pessoas que estavam naquele ambiente. Dessa vez sentaram-se bem pertinho, ele muito cavalheiro colocou as cadeiras bem ao ladinho uma da outra e ajudo-a a sentar-se.
Continuaram o bate-papo, nossa como falavam, o que tanto conversavam? Na verdade o que queriam mesmo era disfarçar o nervosismo que os consumiam. De repente calaram-se e passaram a admirar o céu. Como o céu estava lindo naquela noite! Fixaram-se os olhares, suavemente ele encostou a mão no seu rosto, seu sangue fervia nas veias, aquele era o momento tão esperado pelos dois, e como que de súbito eles tão somente se abraçam. Sim, perderam a oportunidade de sentirem o sabor do beijo mais uma vez. Seus corpos tremiam, não dá para entender o porquê de nunca terem ficado juntos, nem mesmo agora, que tudo parecia tão mágico, tão perfeito. Foram embora, ele a levou até o ponto. Gabriela ainda tinha esperanças de acontecer algo, pelo menos ali, na sinaleira, mas ele abraçou-a, alisou seu rosto suavemente, enquanto que ela por sua vez retribuiu o abraço, piscou o olho e atravessou a rua deixando para trás mais uma vez o seu grande amor.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Meu amor

Meu amor não segue normas
Da gramática
Não tem regras nem exceções
Tudo dá certo, meu bem,
Como na matemática

Eu gosto do teu balançar
E do teu cheiro.
Teu aroma me encanta.
Sinto tua presença
Palpitar em meu peito.
Teu encanto me seduz

O meu amor
Não é medido
É sentido
Intensamente,
Livremente...
- Quero te amar
Em qualquer lugar.

(MATOS, Sérgio. Estandarte. 1990)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Leitor, Leitura na intimidade e Diferentes formas de ler

Por Dani Moreira

A escrita e a leitura sempre forão e continiaurão sendo algo indispensável na vida de uma sociedade, independente de época e de grupos sociais. O hábito de ler aguça o censo crítico do leitor e o torna mais criativo, dar-lhe outro modo vida, outra maneira de ver o mundo. No filme "O Leitor", podemos assistir à história de uma mulher que tem sua vida transformada, também, pelo fato de não saber ler. A personagem Hanna apaixona-se por um rapaz bem mais jovem, um estudante com idade de ser seu filho. Em seus encontros amorosos, Michael leva livros e lê para ela. Essa prática de ler para alguém, nos leva a refletir sobre o texto "Diferentes Formas de Ler", de Márcia Abreu, onde podemos observar que do séc. IV d.C ao séc. XIV, ler em voz alta era regra. Lia-se em voz alta, nos mais variados ambientes, a exemplo de salões, cafés, casas etc. Nessa época, esse tipo de leitura era visto como meio de socialização e entretenimento. Ler em silêncio não era uma prática vista com bons olhos naquele contexto.
No filme, notamos, também, os locais escolhidos pelo casal para desfrutarem da leitura: praticamente em todos os cômodos da casa de Hanna. Partindo desse ponto, podemos fazer uma ponte com "Leitura na Intimidade", texto de Alberto Manguel (1987), o qual fala sobre o(s) lugar(es) onde se prática a leitura, bem como da posição e das formas de se ler. Hanna e Michael liam muito na cama e no texto o autor fala sobre esse ato:

"Mas há algo mais do que entretenimento no ato de ler na cama: uma qualidade especial de privacidade ler na cama é um autocentrado, imóvel livre das convenções sociais comuns, invisíveis ao mundo, e algo que, por acontecer entre lençóis, no reino da luxúria e da ociosidade pecaminosa, tem algo da emoção das coisas proibidas." ( MANGUEL, 1987, p. 180).

Em meio a tantos livros que Michael lê para Hanna, seu preferido é "A Odisséia de Homero, um clássico da literatura. A questão da leitura de romances é, também, bordada no texto "Diferentes Formas de Ler". Enquanto estimulamos à leitura de romances, no séc. XIX, essa prática era vista como perigosa para moral, especialmente de mulheres e moças, pois acreditava-se que a leitura tinha um grande poder de determinação no comportamento das pessoas. Por conta disso, na França, houve aprovações de Leis que proibiam a criação e a edição de romances. De fato, a leitura influência e muito a conduta de um leitor, podendo, até mesmo mudar sua opinião em relação a determinado assunto. No caso de Hanna, teve sua vida transformada, também, pela falta de leitura. Sentia-se envergonhada por não saber ler, e por isso, não aceitou a promoção no seu emprego. Sendo assim, foi trabalhar na SS, polícia nazista, e foi julgada por atrocidades cometidas contra as judias de quem tomava conta. De certa forma, ela se sente mais envergonhada por não saber ler, do que por ter participado do holocausto. Hanna tem sua opinião diferenciada das outras rés, contudo, poderia ter tido uma pena similar à das outras condenadas, pois ela não agiu sozinha, porém o constrangimento, de repente até o medo de revelar, diante de uma sociedade "letrada" o analfabetismo, o fato de ser "ignorante", juntamente com o seu comportamento em relação as judias contribuíram para o fim da personagem, que, depois de muito tempo, aprende, praticamente sozinha a ler na prisão, mais, foi um pouco tarde. a falta de leitura, realmente, fez muita falta na vida de Hanna. Infelizmente, ainda, existem centenas de pessoas no Brasil, que não sabem ler, mas reconhecem a importância da leitura. Outras, que sabem, mas não se interessam muito por tal. O hábito de ler influência e transforma a realidade de uma pessoa.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Eu aprendi......que ignorar os fatos não os altera; Eu aprendi......que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você; Eu aprendi......que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas; Eu aprendi......que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;Eu aprendi......que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; Eu aprendi......que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. Eu aprendi......que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar; Eu aprendi......que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; Eu aprendi......que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a; Eu aprendi......que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.(Boa noite , Amor )

William Shakespere
Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia. Estas são as coisas que aprendi lá:1. Compartilhe tudo.
2. Jogue dentro das regras.
3. Não bata nos outros.
4. Coloque as coisas de volta onde pegou.
5. Arrume a sua bagunça.
6. Não pegue as coisas dos outros.
7. Peça desculpas quando machucar alguém.
8. Lave as mãos antes de comer e reze antes de deitar.
9. Dê descarga.
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.
11. Respeite o outro.
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... e desenhe.. e pinte... e cante... e dance... e brinque... e trabalhe um pouco todos os dias.
13. Tire uma soneca às tardes.
14. Quando sair, cuidado com os carros.
15. Dê a mão e fique junto.
16. Repare nas maravilhas da vida.
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo ou ao seu mundo e verá como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.Estas são verdades, não importa a idade.Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.
Robert Fulghum