segunda-feira, 21 de junho de 2010

Meu amor

Meu amor não segue normas
Da gramática
Não tem regras nem exceções
Tudo dá certo, meu bem,
Como na matemática

Eu gosto do teu balançar
E do teu cheiro.
Teu aroma me encanta.
Sinto tua presença
Palpitar em meu peito.
Teu encanto me seduz

O meu amor
Não é medido
É sentido
Intensamente,
Livremente...
- Quero te amar
Em qualquer lugar.

(MATOS, Sérgio. Estandarte. 1990)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Leitor, Leitura na intimidade e Diferentes formas de ler

Por Dani Moreira

A escrita e a leitura sempre forão e continiaurão sendo algo indispensável na vida de uma sociedade, independente de época e de grupos sociais. O hábito de ler aguça o censo crítico do leitor e o torna mais criativo, dar-lhe outro modo vida, outra maneira de ver o mundo. No filme "O Leitor", podemos assistir à história de uma mulher que tem sua vida transformada, também, pelo fato de não saber ler. A personagem Hanna apaixona-se por um rapaz bem mais jovem, um estudante com idade de ser seu filho. Em seus encontros amorosos, Michael leva livros e lê para ela. Essa prática de ler para alguém, nos leva a refletir sobre o texto "Diferentes Formas de Ler", de Márcia Abreu, onde podemos observar que do séc. IV d.C ao séc. XIV, ler em voz alta era regra. Lia-se em voz alta, nos mais variados ambientes, a exemplo de salões, cafés, casas etc. Nessa época, esse tipo de leitura era visto como meio de socialização e entretenimento. Ler em silêncio não era uma prática vista com bons olhos naquele contexto.
No filme, notamos, também, os locais escolhidos pelo casal para desfrutarem da leitura: praticamente em todos os cômodos da casa de Hanna. Partindo desse ponto, podemos fazer uma ponte com "Leitura na Intimidade", texto de Alberto Manguel (1987), o qual fala sobre o(s) lugar(es) onde se prática a leitura, bem como da posição e das formas de se ler. Hanna e Michael liam muito na cama e no texto o autor fala sobre esse ato:

"Mas há algo mais do que entretenimento no ato de ler na cama: uma qualidade especial de privacidade ler na cama é um autocentrado, imóvel livre das convenções sociais comuns, invisíveis ao mundo, e algo que, por acontecer entre lençóis, no reino da luxúria e da ociosidade pecaminosa, tem algo da emoção das coisas proibidas." ( MANGUEL, 1987, p. 180).

Em meio a tantos livros que Michael lê para Hanna, seu preferido é "A Odisséia de Homero, um clássico da literatura. A questão da leitura de romances é, também, bordada no texto "Diferentes Formas de Ler". Enquanto estimulamos à leitura de romances, no séc. XIX, essa prática era vista como perigosa para moral, especialmente de mulheres e moças, pois acreditava-se que a leitura tinha um grande poder de determinação no comportamento das pessoas. Por conta disso, na França, houve aprovações de Leis que proibiam a criação e a edição de romances. De fato, a leitura influência e muito a conduta de um leitor, podendo, até mesmo mudar sua opinião em relação a determinado assunto. No caso de Hanna, teve sua vida transformada, também, pela falta de leitura. Sentia-se envergonhada por não saber ler, e por isso, não aceitou a promoção no seu emprego. Sendo assim, foi trabalhar na SS, polícia nazista, e foi julgada por atrocidades cometidas contra as judias de quem tomava conta. De certa forma, ela se sente mais envergonhada por não saber ler, do que por ter participado do holocausto. Hanna tem sua opinião diferenciada das outras rés, contudo, poderia ter tido uma pena similar à das outras condenadas, pois ela não agiu sozinha, porém o constrangimento, de repente até o medo de revelar, diante de uma sociedade "letrada" o analfabetismo, o fato de ser "ignorante", juntamente com o seu comportamento em relação as judias contribuíram para o fim da personagem, que, depois de muito tempo, aprende, praticamente sozinha a ler na prisão, mais, foi um pouco tarde. a falta de leitura, realmente, fez muita falta na vida de Hanna. Infelizmente, ainda, existem centenas de pessoas no Brasil, que não sabem ler, mas reconhecem a importância da leitura. Outras, que sabem, mas não se interessam muito por tal. O hábito de ler influência e transforma a realidade de uma pessoa.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Eu aprendi......que ignorar os fatos não os altera; Eu aprendi......que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você; Eu aprendi......que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas; Eu aprendi......que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;Eu aprendi......que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; Eu aprendi......que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. Eu aprendi......que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar; Eu aprendi......que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; Eu aprendi......que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a; Eu aprendi......que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.(Boa noite , Amor )

William Shakespere
Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia. Estas são as coisas que aprendi lá:1. Compartilhe tudo.
2. Jogue dentro das regras.
3. Não bata nos outros.
4. Coloque as coisas de volta onde pegou.
5. Arrume a sua bagunça.
6. Não pegue as coisas dos outros.
7. Peça desculpas quando machucar alguém.
8. Lave as mãos antes de comer e reze antes de deitar.
9. Dê descarga.
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.
11. Respeite o outro.
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... e desenhe.. e pinte... e cante... e dance... e brinque... e trabalhe um pouco todos os dias.
13. Tire uma soneca às tardes.
14. Quando sair, cuidado com os carros.
15. Dê a mão e fique junto.
16. Repare nas maravilhas da vida.
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo ou ao seu mundo e verá como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.Estas são verdades, não importa a idade.Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.
Robert Fulghum