sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um dia você aprende… – Willian Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade. E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto – e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a pedoá-la.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos; aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto. Aprende que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.

Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.

Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências de seus atos. Aprende que paciência requer muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se. (…) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você mesmo seu jardim e decore sua alma – ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe – mesmo após ter pensado não ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida.

Willian Shakespeare

Noite chuvosa


Por Dani Moreira

Era uma noite chuvosa. Aliás, o dia inteiro foi regado por chuva. Mesmo assim, Amanda mal podia esperar para conhecer o cara dos seus sonhos (pelo menos era o que ela imaginava e esperava). Arrumou-se, perfumou-se e foi cheia de expectativas em relação ao “amigo”. Havia muito tempo que não se sentia assim.
Depois do fim de um relacionamento, Amanda se fechou para o mundo, para todos, para o amor. Gostava demais do ex-namorado e por conta disso, tinha esperanças de que pudessem voltar um dia. Contudo, as atitudes do rapaz, só mostravam o contrário. Da última vez que se falaram, ele estava altamente alcoolizado, falou um monte de besteiras para ela, então, percebeu que não tinha porque continuar com aquilo e acabou com o relacionamento. Porém, agora, estava pronta para dar uma chance para si mesma, para o seu coração. Não valia à pena, se fechar, por conta de uma relação frustrada, e que não te trouxe nada de bom, além de tristezas, lágrimas e muito sofrimento.

Pois bem, há muito tempo Amanda não se sentia tão empolgada e com tanta expectativa boa em relação a um encontro. Estava feliz... Apesar da insegurança e do medo que sempre batiam á sua porta nessas horas. Ela tinha muito medo de se apaixonar ou até mesmo de amar e não ser correspondida, ou de ser apenas usada... No fundo, o que realmente queria era descobrir, conhecer o verdadeiro amor. Sempre dizia que era durona e tal, porém, no mais íntimo do seu coração, era a pessoa mais romântica, doce, sonhadora e que ainda estava à espera do seu amor... Sim, vivia em um mundo de sonhos, ainda estava esperando o seu príncipe encantado. Que ingênua! Esquecia, que tal como as princesinhas, os príncipes, também, não existem mais. Sempre quis acreditar nisso, mas enfim, fazer o que? O moço foi busca-lá e a tratou com muita gentileza. Entrou no carro e se foram. Pareciam apaixonados já. Ele era um cara muito especial, bacana, romântico, exatamente como ela sempre desejou. Só não era um príncipe...

Chovia muito naquela noite, por conta disso, pararam o carro em um lugar legal, onde podiam ver as ondas do mar a se agitarem e ali ficaram batendo papo, se conhecendo mais. Falaram sobre música, vida, trabalho, família, coisas assim. Até que André começou a falar de si, e pediu que Amanda falasse um pouco sobre ela. Comentou sobre algumas coisas e disse que para saber mais sobre ela, precisaria conhece - lá. Foi então que André não resistiu e deu-lhe um beijo. Assim, subitamente. Amanda, não esperava por aquilo, estava surpresa, mas gostou demais. Foi um beijo apaixonado, com sabor de desejo, avassalador ao mesmo tempo em que era meigo e tímido. Mas foi sensacional. A partir de então, Amanda voltou a sonhar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Brasil, país do futebol e dos problemas sociais



Por Dani Moreira

O futebol tornou-se uma paixão nacional para os brasileiros. Embora, criado na Inglaterra, no Brasil, encontramos ótimos times e alguns dos melhores jogadores. É aqui, também, que predomina uma serie de problemas sociais, tais como, desemprego, violência, entre tantos outros, que acabam perdendo à atenção da sociedade para o futebol.

Não é de hoje a fissura exercida por este esporte sobre a população. Em época de mundial, o país para com o único objetivo de torcer pela seleção. Famílias inteiras se reúnem para ver os craques da seleção correndo atrás de uma bola em busca do tão esperado gol. É também nesses mundiais que o povo se torna mais patriota, usando as cores da bandeira e frases de "incentivo" ao país. Mas, até onde o futebol pode prender à atenção da sociedade em meio a tantas crises sociais, que, merecem muito mais atenção?

Tal como o amor exacerbado pelo futebol, também, não é de hoje os problemas sociais que existem no Brasil. A cada dia que passa, o indicie de violência tem aumentado(inclusive nos estádios de futebol), a educação e a saúde tem piorado, entre tantas outras coisas que acontecem, ou melhor, não tem acontecido de bom no país. Contudo, nenhum desses problemas parecem chamar à atenção das pessoas tanto quanto o futebol.

Essa "indiferença" do povo em relação às crises sociais nos lembra a sociedade romana no governo do Imperador Augusto, que implantou a política do Pão e Circo, que, consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Esse método foi criado porque o imperador temia revoltas da parte pobre de Roma, ou seja, queria desviar a atenção da população pobre do império, dos problemas sociais que lhe atingiam. Da mesma forma acontece aqui,os nossos políticos tentam( e conseguem na maioria das vezes)desviar a atenção da população dos sérios problemas sociais , utilizando-se do futebol. A diferença é que, não dão o pão e, em relação ao circo, a população tem que pagar para assistir aos jogos nos estádios.

O futebol pode estar sendo usado para tirar atenção do que realmente importa, tal qual no Império Romano. Todavia, cabe a nós não nos prendermos tanto aos jogos aponto de esquecermos o real motivo pelo qual devemos lutar. Ser patriota não é apenas usar as cores da bandeira, nem tampouco reunirem-se com o único objetivo de torcer por uma seleção, muitas vezes fracassada, mas, sim, também, reunir-se, juntar-se e ir à luta com o intuito de ajudar a melhorar o país.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"O que é mais sagrado na vida é viver..."

Por Dani Moreira

Temos sempre uma certeza de que "nunca" nada de mal ou de errado acontecerá com agente ou com os nossos. Preferimos acreditar que "tudo" é perfeito à nossa volta e que nada de ruim jamais nos atingira. Ledo engano. Precisamos é de muita fé e estar debaixo da proteção de Deus, porque apenas Ele, pode nos livrar da onda de maldade que aflige os nossos tempos.
A vida já não tem mais o seu valor... Mata-se por banalidades, por motivos futeis. E a vida é um presente divino, é o que há de mais sagrado, viver.... Até o amor, que é um sentimento tão perfeito, tem esfriado, não é mais infinito, porém, eterno enquanto dura, ou seja, acaba.
Quero compartilhar com vocês uma música de Julio e Kim da Banda Catedral, que expressa melhor o que disse com as palavras acima. Tal como poesias e poemas, sou fissurada por música. Acredito que o conjunto letra e melodia quando unidos, falam muito e por si só. Então, vejam o video e refletiam sobre a mensagem que ele nos traz. Espero que gostem...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Beijo


Teu beijo
tem sabor de vida
e cheiro de madrugada
Teu beijo é terno,
me aquece.
Teu beijo é inspiração,
me enlouquece.
Teu beijo é descoberta
e criação.
Teu beijo merece
muito mais que uma simples poesia.

(MATOS, Sérgio. Estandarte. 1992)

O aborto não é apenas um assassinato, é um roubo.

Por Dani Moreira

O aborto é sem dúvida alguma, um dos temas mais polêmicos dos últimos tempos. Mas, o que é o aborto? Entendo o aborto como sendo a expulsão do feto ou embrião, resultando na sua morte. Isso pode ser espontâneo (quando acontece por causas naturais ou acidentais) e induzido, (quando há ação humana). Falar de aborto envolve várias questões, tais como, a decisão ser feminina ou ser uma questão de saúde pública. É polêmico porque envolve costumes, culturas e porque não dizermos sentimentos. E mais que tudo isso, mexe com a vida. E o que é vida? Onde ela começa?

Definir vida e onde ela começa é algo complexo, porque o seu conceito tende a variar de acordo com convicções religiosas, jurídicas, morais, científicas etc. A biologia tem um papel muito importante nessa definição, e os cientistas dividem suas opiniões. Contudo, a mais aceita, diz que a vida se inicia a partir da fecundação. Segundo a ciência, o que define o ser humano é o ADN, que é formado no momento da fecundação. Sendo assim, acredito que é a partir da fecundação, o encontro do espermatozóide com o óvulo, que se inicia uma vida. Há quem diga o contrário, mas eu acredito nisso. Portanto, não podemos impedir que alguém viva. Todos têm direito à vida, e este prevalece sobre qualquer outro.

Então, por que interromper uma gravidez? Por que jogar fora vidas sem necessidade e também se prejudicar? . De fato, o aborto não é uma coisa boa para ninguém. Além disso, mexe, inclusive, com o psicológico, a saúde mental das mulheres que fazem práticas abortivas.

Não concordo que a decisão de abortar seja somente feminina. O corpo é da mulher, porém, não o filho, pois ela não o fez sozinha. Portanto, cabe aos homens, também, tomar partido nesta decisão e encarar a responsabilidade que lhe cabe. O homem, igualmente a mulher, pode decidir se quer ou não o filho e tem de ter consciência disso. Não deve simplesmente “tirar o corpo fora” e deixar a culpabilidade nas mãos da parceira. Além do mais, juridicamente falando, ninguém têm direito sobre seu próprio corpo, (por exemplo, suicídio é considerado crime), quanto mais sobre outras vidas, no caso, o feto, disse o Pastor Silas Malafaia, um dos líderes da Igreja Assembléia de Deus, em uma entrevista no programa Canal Livre da Band. Além de, o feto não ser um prolongamento do corpo da mulher, está dentro dela, mas independe dela, em uma gravidez o embrião é o ser ativo, enquanto que a mulher é o ser passivo, afirma o Pastor.

Na entrevista, Silas Malafaia cita a questão da promiscuidade humana. Pessoalmente, creio que o aborto induzido, seja uma das conseqüências da promiscuidade, imoralidade e da irresponsabilidade sexual de algumas pessoas, especialmente alguns adolescentes e jovens. Sei que o aborto já acontece no Brasil e que as mulheres de classe baixa, são as mais prejudicadas. Mas a legalização do aborto poderia fazer dessa prática uma forma de contracepção.

Vale ressaltar aqui, que, se as pessoas se prevenirem, não haverá necessidade de se discutir o aborto nestes extremos. Vejam só, estamos em uma sociedade globalizada, onde temos acesso a informações. Isso significa que, hoje, temos acessibilidade a métodos contraceptivos, entre eles o preservativo, a famosa camisinha. Cabe ao casal se precaver, até porque, a camisinha não previne apenas uma gravidez indesejada, bem como as DSTS. Dessa forma não existiriam tantas mortes desnecessárias, nem das mães nem dos fetos. Bem sei que as políticas de planejamento familiar precisam melhorar e muito, contudo cada um deve ter consciência de suas práticas e evitar ao máximo uma gravidez indesejada.

Que fique claro, no Brasil, atualmente, o aborto induzido é considerado “crime contra a vida” no Código Penal Brasileiro, prevendo detenção de 1 a 10 anos, dependendo da situação, salvo em casos de estupro e de risco de vida materno, como está disposto no artigo 128 do Código Penal. O artigo 2º do Código Civil Brasileiro estabelece, desde a concepção, a proteção jurídica aos direitos do nascituro, e o artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe que o feto tem direito à vida, mediante a efetivação de políticas públicas que permitam o nascimento. Além da Constituição Federal, que, dispõe no caput do seu artigo 5º a inviolabilidade do direito à vida.

Encerro aqui esse pequeno artigo, com essas palavras de Mário Quintana [199?]: “O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo... Nem pode haver roubo maior. Porque, o malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é um roubo infinito.” Que as pessoas tenham consciência das suas atitudes, para que estes “roubos” venham ser evitados, podendo esses fetos, terem o direito à vida, como lhes é garantido pela nossa Constituição.

A janela da alma


Por Dani Moreira

A janela da alma é um filme documentário que reúne 19 pessoas, famosas e anônimas, entre elas cineastas, artistas, fotógrafo, etc. que tem em comum problemas com a visão, que vão da miopia à cegueira total. Elas falam das suas experiências com a visão em relação a si mesmas, aos outros e também em relação ao mundo. Mas, será que a visão é mesmo a janela da alma? Dispomo-nos de cinco sentidos, contudo a visão é a que mais se destaca. É interessante perceber que pessoas podem não ver através dos olhos, mas enxergam por meio de outros sentidos. Entre os personagens destacam-se o escritor José Saramango, que escreveu Ensaio sobre a Cegueira, o vereador cego Arnaldo Godoy, a atriz Marieta Severo, o fotógrafo cego Evgen Bavcar, entre outros. O que mais chama atenção é como mesmo cego, Bavcar, fotógrafa as pessoas perfeitamente. Diz que quando as toca, pode vê-las. Essas pessoas nos passam que é possível sim enxergar além dos olhos. Da mesma maneira, o governador Arnaldo Godoy, ao relatar umas de suas experiências com uma das filhas na praia. Bem como o livro Ensaio sobre a Cegueira de José Saramango, o documentário nos leva a refletir se realmente a visão é a janela da alma, nos leva a desejar ver além dos olhos. A quem diga que o pior cego é aquele que ver, mas que não enxerga.

sábado, 10 de julho de 2010

Nós mulheres, somos seres especiais, criadas por Deus, para sermos ajudadoras dos homens. Somos guerreiras, amigas, companheiras, compreensivas... Somos mulheres. Temos certeza do que queremos. Não esperamos as coisas acontecerem, fazemos com que aconteçam... Somos sensacionais.
Diante dessa rápida descrição do "ser mulher", posto aqui, uma linda composição do Nando, da banda Roupa Nova, que eu gostei demais. Espero que vocês também gostem e especialmente as mulheres...

Todas Elas
Roupa Nova
Composição: Nando

Mulheres querem te dirigir
Mulheres sabem decidir
Mulheres querem ter muito mais
Mulheres são a mãe de todos nós
Mulheres são legais

Mulheres podem te provocar
Mulheres sabem ser fatais
Mulheres roubam teu coração
Mulheres vão da brisa a temporais
Mulheres são demais

Doce adolescência da inocência sem pudor
Querem o mundo, não sabem esperar
Têm a pressa de saber o que é o amor
Alguém, uma vida

Todas elas são tão iguais
Todas têm seus desejos

Mulheres pregam a comunhão
Mulheres querem se separar
Mulheres lindas na gravidez
Mulheres que só pensam em gastar
Sensacionais

Pelos trinta anos elas sabem onde pisar
Suas cabeças já estão no lugar
Dão um jeito de fazer acontecer
E têm esperança

Depois que os anos passam
Marcas na face mostram alegrias e tristezas
Não tem volta, só lembranças.

Vale a pena ontem, hoje e amanhã
Enfim, são mulheres.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Amo poesia... Então, vou postar mais uma das que eu gosto. Espero que vocês também gostem.

Amor

Eu sinto
Tu sentes
Aqueles que não sentem,
Um dia sentirão.
Enfim, amor não se define,
Se sente.

(MATOS, Sérgio. Estandarte. 1967)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Breve comentário sobre o filme Julie e Julia


Por Dani Moreira

É um filme bastante interessante no sentido de como um livro pode aproximar pessoas de épocas tão distantes e também como a leitura pode ajudar na vida de alguém. O filme foi baseado em duas histórias reais e mostra a relação de duas mulheres com a "cozinha" e com a escrita. Em alguns momentos é bastante divertido, contudo, o que realmente chamou minha atenção foi a relação que Julie criou com seus leitores, por meio do blog e com Julia, por meio do livro de receitas.

Além da influência de Julia em relação a culinária, o hábito de escrever no blog ajudou muito na mudança de vida de Julie. Era algo que lhe fazia tão bem quanto cozinhar, e é exatamente isso que o hábito de escrever faz a quem o prática.

E por fim, o mais legal de tudo: Tanto Julia, quanto Julie escreveram um livro. Foi bom ter visto a vontade e o trabalho de Julia na construção e depois na busca pela publicação do tão sonhado livro. E algo que, também, me chamou atenção foi a questão do título. A editora chamou atenção de Julia para o titulo do seu livro, ou seja, um bom titulo atrai leitores. Já Julie, teve sua vida transformada, virou escritora e escreveu toda essa história, que virou esse belo filme.

O encontro

Por Dani Moreira

Era uma tarde de sábado. Gabriela preparava-se para reencontrar o seu grande amor. Já fazia pouco mais de três anos que não se viam. Suas emoções se misturavam a todo instante. Ela trajava um vestidinho xadrez, uma sandália rasteira, cabelos ao vento... Estava simplesmente linda!
Em outro canto da cidade, Rodrigo não conseguia conter suas emoções. Estava super ansioso e mal podia esperar para rever aquela que realmente mexeu com seu coração. Marcaram em um shopping da cidade, um shopping bastante sugestivo.
Ele chegou super cedo. Ela atrasou alguns minutos, estranho seria se ela chegasse na hora marcada. Diferente de Rodrigo, Gabriela não é nada pontual. Quando chegou ao local, não o encontrou, pois ele estava em outro lugar do shopping. Por um momento achou que tivesse desistido e ido embora, mas ele estava à sua espera...
Enquanto não vinha, ela deu uma voltinha por ali mesmo, admirando uma amostra de flores que estava acontecendo no local. Ela adora flores.
Gabriela era um poço de ansiedade naquele momento, já não suportava tanta espera, queria vê-lo logo, estava agoniada... De repente, ele surge do outro lado, lindo, sorrindo para ela. Naquele instante seus corações passaram a bater mais forte, que emoção... A primeira atitude que tiveram foi de se abraçarem. Abraçaram-se e seguiram em busca de um lugar onde pudessem sentar-se e conversar.
Foram para um lugar nada tranqüilo, mas o que importava é que estavam juntos depois de tanto tempo longe um do outro. Conversaram sobre tudo o que aconteceu na vida de ambos durante todo aquele tempo longe. Seus olhos se cruzavam a todo segundo. Era notório que nem mesmo a distância e nem o tempo conseguiriam apagar o sentimento que sentiam um pelo outro. Isso nos faz lembrar a Fênix, ave mitológica que renasce das próprias cinzas, assim era o amor deles, estava descansando em algum lugar, mas ao se reencontrarem despertou.
Estavam um pouco nervosos, se analisavam o tempo todo. Gabriela desejava ardentemente beijá-lo e ser beijada por ele com os beijos que nunca foram dados e que ficaram guardados por todos aqueles anos. Ele também não conseguia esconder a vontade enorme de beijá-la. No entanto, não o fizeram. Resolveram dar umas voltas pelo shopping, tomaram um Milk shake e procuraram outro lugar para continuarem a conversa. Encontraram um lugar bem agradável, e por que não dizer, um lugar mais romântico, onde se sentiram mais a vontade longe da agitação das pessoas que estavam naquele ambiente. Dessa vez sentaram-se bem pertinho, ele muito cavalheiro colocou as cadeiras bem ao ladinho uma da outra e ajudo-a a sentar-se.
Continuaram o bate-papo, nossa como falavam, o que tanto conversavam? Na verdade o que queriam mesmo era disfarçar o nervosismo que os consumiam. De repente calaram-se e passaram a admirar o céu. Como o céu estava lindo naquela noite! Fixaram-se os olhares, suavemente ele encostou a mão no seu rosto, seu sangue fervia nas veias, aquele era o momento tão esperado pelos dois, e como que de súbito eles tão somente se abraçam. Sim, perderam a oportunidade de sentirem o sabor do beijo mais uma vez. Seus corpos tremiam, não dá para entender o porquê de nunca terem ficado juntos, nem mesmo agora, que tudo parecia tão mágico, tão perfeito. Foram embora, ele a levou até o ponto. Gabriela ainda tinha esperanças de acontecer algo, pelo menos ali, na sinaleira, mas ele abraçou-a, alisou seu rosto suavemente, enquanto que ela por sua vez retribuiu o abraço, piscou o olho e atravessou a rua deixando para trás mais uma vez o seu grande amor.