sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A dor, o vazio e a saudade



Por Dani Moreira

E aquele dia, apesar de ensolarado, amanheceu cinzento. Uma trsiteza e uma angústia pairavam no ar, mas ninguém sabia explicar o que aquilo queria dizer. Era uma manhã como qualquer outra. Todos agiram normalmente, sem nada de extraordinário. Uns saíram cedo, outros ficaram na cama até mais tarde, afinal de contas, era uma manhã de domingo. Porém, o pai não se sentia bem, apesar de não demonstrar, não estava nada bem. Pediu ajuda à esposa que o levou para a emergência. Ninguém imaginava o que iria acontecer.

Duas horas depois receberam a pior notícia de suas vidas. O pai não resistirá e acabará falecendo. Todos enlouqueceram naquela hora. Não podiam acreditar, como pode acontecer. A morte chegou de forma implacável, avassaladora, impiedosa. Veio de súbito e o levou, assim, sem pedir licença. Uma dor muitíssimo grande invadiu aquela família e um grande vazio se alojou nos seus corações. Não acreditavam, não queriam acreditar. Por que as pessoas boas vão embora cedo? Era a pergunta que se faziam a todo momento. Tentavam se consolar mutuamente, mas a dor era imensa. O que fariam agora? Como seria a vida sem o pai? Não sabiam o que fazer sem ele. Ali a vida perdia o sentido, a graça.

No dia seguinte a sensação de dor era muito pior, enterrariam o pai e ali acabaria qualquer tipo de esperança dele voltar. Faziam o percurso até a sepultura desmanchando em lágrimas, o sofrimento era notório naquele lugar. Havia muitas pessoas, amigos, familiares... Todos prestando solidariedade aqueles meninos que agora seguiriam sem o pai. Chegaram. Não podiam conter a dor e o sofrimento. A esposa e a filha, com muito amor, beijaram uma rosa branca e lançaram sobre o caixão. Foi jogado o primeiro punhado de terra e depois outro e mais outro, até que ficou submerso. Restaram apenas a dor, o vazio e a saudade que lhes acompanhará até os últimos dias de sua vida.